O Douro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o
ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um
excesso da natureza. Socalcos que são passadas de homens titânicos a subir as
encostas, volumes, cores e modulações que nenhum escultor, pintor ou músico
podem traduzir, horizontes dilatados para além dos limiares plausíveis da
visão. (…)
Miguel Torga, in Diário XII