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sábado, 13 de fevereiro de 2010

Lenta, Descansa


Lenta, descansa a onda que a maré deixa.
Pesada cede. Tudo é sossegado.
Só o que é de homem se ouve.
Cresce a vinda da lua.
Nesta hora, Lídia ou Neera Ou Cloe,
Qualquer de vós me é estranha, que me inclino
Para o segredo dito
Pelo silêncio incerto.
Tomo nas mãos, como caveira, ou chave
De supérfluo sepulcro, o meu destino,
E ignoro o aborreço
Sem coração que o sinta.

"Lenta, Descansa" by Ricardo Reis

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Memórias de um Verão


Retomo, pois, ao ponto de partida
como um presente, o ponto de chegada.
Entre um começo e outro não há nada
Excepto o nada da vida vivida.

Desgaste, corrosão o que de novo
em velho se mudou antes de o ser.

Vergílio Ferreira, in "Conta-Corrente"